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JESUS MEU AMIGO
Peço a meu Deus Criador.
Com a fé inabalável
A mesma inspiração
Pra descrever em cordel
Da maneira mais fiel
Meu Jesus tão formidável.
Que foi descrito nas páginas
Dos Evangelhos de Mateus,
João, Marcos e Lucas
Fiéis seguidores seu
Meu Jesus, meu Salvador
Príncipe da paz, do amor
Filho unigênito de Deus.
Que no princípio era o verbo
E o verbo com Deus estava
Porque o verbo era Deus
Maravilhas realizava
E Deus em seu filho Jesus
Se fez vida, era a luz
Que humanidade esperava.
Da linhagem de David.
Conforme estava previsto
Na cidade de Belém
Nasceu o menino Cristo.
Confirmadas as escrituras
Cantaram os anjos por isto.
Nascido de uma Virgem
Da cidade de Nazaré
Esposa de um carpinteiro
Que se chamava José
Jesus Cristo, o nazareno
Cresceu com o jeito sereno
Sob os desígnios da fé.
E foi nas águas sagradas
Do belo rio Jordão
Que Jesus foi batizado
Por seu precursor João.
Que clamava no deserto:
Chegará o homem certo
Para nossa salvação.
João que até pensaram
Ser ele o próprio Messias
Reconheceu em Jesus
E o Divino Espirito Santo
Cobriu de luz o seu manto
E com Ele sempre estaria.
Foi André irmão de Pedro
Que o seguira primeiro
E depois o próprio Pedro
Felipe foi o terceiro
Seguindo Natanael
Jesus foi mestre fiel
Amigo, irmão, companheiro.
No total doze discípulos
Jesus Cristo reuniu
Operou grandes milagres
O coxo andou, cego viu
Os possessos se acalmaram
Os mortos ressuscitaram
E o povo então lhe seguiu.
Ele pregou nas montanhas
Sua palavra de amor
E nas regiões mais distantes
O divino pregador
Insistiu que o perdão
Era conciliador.
Entre Deus e o homem
No Reino que anunciava
Nos mares, rios, cidades
Sua palavra ecoava.
O pregador peregrino
Realmente era Divino
Quem o ouvia afirmava.
Acabou-se o preconceito
Entre os povos rivais
E por onde Ele passava
Nem clamores e nem ais
Era tanta harmonia
Que o rabino transmitia
Que incomodou Caifás.
Que era Sumo sacerdote
E astuto fariseu
Que seguia ao pé da letra
O ensinamento Judeu
Que Ele era a própria luz
Que guiaria o povo seu.
E passou a persegui-lo
Questionando-o, com ciladas
Porem Jesus com a verdade
Respondia sem mancada:
Eu falo em nome do Pai
Quem crer nele nunca vai
Ter alma desamparada.
Lá no Reino de meu Pai
Só o justo tem lugar
E ser justo é quem sabe
Sua palavra preservar
E seguir na retidão
E de todo coração
Seu próximo saber amar.
E certo dia Caifás
Juntamente com os seus
Interpelou Jesus Cristo
É justo pagar imposto?
Jesus olhou em seu rosto
Dê a Deus o que é de Deus.
E a César o que é de César
Isto é o certo eu sei.
E porque não guarda o sábado
É notório, que eu falei?
Se no sábado você cura
Pelas nossas escrituras
Você transgrede nossa lei.
Falou Jesus novamente:
Milagres é Deus quem faz
Qualquer dia, qualquer hora
Somente Ele é capaz
O Sábado foi Deus que fez
Para o homem, e outra vez
Desarticulou Caifás.
Este Sumo sacerdote
Não conseguiu corromper
Jesus Cristo, nem tampouco
Tamanha era a multidão
Que lhe dava proteção
E articulou fazer.
Uma forma, um estratagema
Para sair vencedor
Subornando um discípulo
Então por um certo valor
Por fim venceu seu chicote
Porque Judas Iscariotes
Se tornara um traidor.
No Jardim Getsmâni
Jesus foi preso e levado
Diante do rei Herodes
Que não viu crime ou pecado
Levaram Ele à Pilatos
Que lavou as mãos no ato
Dizendo: não sou culpado.
Da morte deste inocente
Vocês resolvam a questão!
Caifás o levou ao povo
Que pediu condenação
Jesus com benevolência
Pediu ao Pai, o perdão.
E assim entre dois ladrões
Jesus foi crucificado
Pelos pecados do mundo
Foi morto, depois sepultado.
No entanto pra nossa alegria
Simplesmente após três dias
O povo foi informado.
Que Jesus ressuscitara
Triunfando contra a morte
Pra guiar a humanidade
Contra as mazelas da sorte
E quando eu penso em jesus
Que a humanidade conduz
Eu me sinto até mais forte.
Baturité, CE: 27/06/2020
Autor: Pádua de Queiróz
MESTRE DOS
SABERES E FAZERES DAS CULTURAS POPULARES DO MUNICIPIO DE BATURITÉ(Lei Municipal nº 1820 – 12.09.2018), recebeu por duas vezes o
“Troféu Memória Histórica de Baturité” pela prefeitura Municipal de Baturité (2015/16)
e o Prêmio Jovem do Ano 2018, na categoria Escritor/poeta, pela Associação Arte
e Cultura Pôr do Sol na cidade de Mulungu/CE.
Ler, ouvir ou assistir Pádua de Queiróz é
maravilhoso, a história recontada por este poeta serrano é realmente
indescritível.
paduadequeirozcordelearte.blogspot.com
85.987924575
DAS TERRAS DO MEU SERTÃO
Nos tempos que eu trabalhava
Eu vivia alegremente
Enfrentando o Sol quente
Muita saúde eu gozava.
E por onde eu passava
Cantava a minha canção
Ao som do meu violão
E a minha honestidade
Ainda hoje sinto saudade
Das terras do meu sertão.
Eu recordo que na época
Eu trabalhava na roça
Eu vivia de mão grossa
Mas não era sofrimento.
Pegava então meu jumento
Ia catar meu feijão
Com uma foice na mão
Mas sem nenhuma maldade
Ainda hoje sinto saudade
Das terras do meu sertão.
As vezes fico lembrando
Quando eu andava a cavalo
Voltava ao cantar do galo
Já o dia clareando.
A vaca eu ia desleitando
Era a minha obrigação
Tirava peixe em galão
Na maior tranquilidade
Ainda hoje sinto saudade
Das terras do meu sertão.
Me lembrei do caçador
Sem ferramenta na mão
Logo quem cava o chão
É seu cão farejador
E seja a hora que for
Ele tem disposição.
Caçando sua refeição
Em sua propriedade
Ainda hoje sinto saudade
Das terras do meu sertão.
No sertão o agricultor
É um homem tão sofrido
Pelos grandes, esquecido
Mas ele tem seu valor.
Um caboclo sofredor
Vive capinando o chão
Com uma enxada na mão
Cheio de felicidade
Ainda hoje sinto saudade
Das terras do meu sertão.
Acho bonito o vaqueiro
Todo vestido de couro
Correndo atrás de um touro
Descendo despenhadeiro
Faz o papel de um guerreiro
Montado em seu Alazão.
Puxa o boi, bota no chão
Com muita facilidade
Ainda hoje sinto saudade
Das terras do meu sertão.
Eu vou falar do Pavão
Ele tem sua beleza
Sua grande boniteza
Causa admiração.
Já a Cobra não tem não
Se arrasta pelo chão
Sem ter pé e sem ter mão
Mas tem agressividade
Ainda hoje sinto saudade
Das terras do meu sertão.
Admiro o João de barro
Trabalha com perfeição
Constrói a sua mansão
E ninguém lhe dar esparro.
Pois não precisa de carro
Nem dinheiro e nem formão
Termina sua construção
É pedreiro de verdade
Ainda hoje sinto saudade
Das terras do meu sertão
Botei água em ancoreta
carregando em burra cega
andando mais de três léguas
eu vi muita coisa preta.
Isso a gente se sujeita
Quando está na sequidão
Mas quando chove no chão
Volta a felicidade
Ainda hoje sinto saudade
Das terras do meu sertão.
Contemplando a natureza
Eu acho muito importante
O milho é fascinante
Nasce de um grão com certeza.
Entre o calor e a frieza
Se houver chuva no chão
Cresce logo, sai pendão
Dá com três meses de idade
Ainda hoje sinto saudade
Das terras do meu sertão.
Nosso rei Luiz Gonzaga
Foi o maior sanfoneiro
Viajou o mundo inteiro
Sua fama não se estraga
Nem seu nome se apaga
Ele é minha inspiração
Cantando a sua canção
Foi uma celebridade
Ainda hoje sinto saudade
Das terras do meu sertão.
Januário era seu pai
Sua mãe Dona Santana
Das terras pernambucanas
A sua fama não cai.
No mundo inteiro ela vai
Ainda está em evolução
Está em meu coração
Sua música de qualidade
Ainda hoje sinto saudade
Das terras do meu sertão.
Eu sou filho de uma terra
Que se chama serra azul
Onde corre a Nambú
E o poeta não erra.
Sua rima não se encerra
Nem a sua inspiração
Improvisa com atenção
Com toda capacidade
Ainda hoje sinto saudade
Das terras do meu sertão.
Sou um poeta pequeno
Que não tem sabedoria
Meu Deus me deu um aceno
Com sua soberania
Sem precisar fazer teste
Pra mim cantar meu Nordeste
Declamado em poesia.
Estreou na literatura de
cordel em um ensaio do poeta cordelista Pádua de Queiróz, com o cordel
intitulado: “As coisas do meu Sertão.” Embora com uma temática rica e variada,
José Arlindo, o poeta da viola faz questão de ressaltar em seus versos de rimas
polidas com simplicidade, a vida cotidiana do sertanejo.
“AINDA HOJE SINTO
SAUDADE DAS TERRAS DO MEU SERTÃO” marca sua estreia como poeta cordelista após
brilhar por mais de cinquenta anos
abraçado a sua viola de repentista.
capa:
Pádua de Queiróz