21/02/2019
PÁTRIA AMADA - PÁDUA DE QUEIRÓZ
Eu sou da América do Sul
Sou um País continental
Minha mãe, Coroa Lusitana
Meu pai não sei se foi Cabral.
Antes de Mil e Quinhentos
Confesso que eu fui tão feliz
Depois fui Colônia e Império,
Sou um republicano País.....
Eu sou a impunidade,
Eu sou a Lei do se cale,
Eu sou o voto comprado,
Eu sou a lama da VALE.
Eu sou a fila do SUS,
O desprezo ao professor,
O ninho do urubu,
O sonho, que o fogo, queimou.
Eu sou a droga e o vício,
E os filhos do capitão,
A violência e o tiro,
Eu sou a corrupção.
Eu sou o feminicídio,
O faknews que propaga
A homofobia e o racismo
Eu sou, a Pátria, amada.
24/01/2019
CORDEL E FUTEBOL - TORCEDOR APAIXONADO - PÁDUA DE QUEIRÓZ
Eu
não creio em jogador
Que beija camisa de time
Para mim é falsidade
Classifico como crime
Se quer mostrar seu valor
Seja em campo vencedor
Pra que a torcida lhe estime.
Hoje só se ver mentira
Logo na apresentação
Chega no dia primeiro
Jurando ser campeão
E antes do dia sete
Abandona o escrete
E sem dar satisfação.
Corre para o time rival
Que promete pagar mais
Atletas com essa atitude
No meu Brasil tem demais
Ai me bate uma saudade
De atletas de verdade
Que víamos a tempos atrás.
Foi no Botafogo do Rio
Que sempre jogou Nilton Santos
Sua técnica refinada
Um verdadeiro encanto
O “ENCICLOPÉDIA” jogava
E ao mesmo tempo ensinava
Um futebol sem espanto.
Só saía de seu time
Pra jogar na seleção
Nilton Santos e o Botafogo
Foi caso de amor e paixão
Nossa Pátria de chuteira
Precisa é de caneleira
Hoje é só decepção.
Os três a zero para França
Naquela fraca campanha
E Zinedine Zidane
Nem precisou tanta manha
E o jogo no Mineirão?
Chocou a nossa Nação
Sete a um para Alemanha!
CORD
Depois dessa o torcedor
Ficou mais desconfiado
E mesmo assim não abandona
O seu clube tão amado
O futebol brasileiro
Ainda é o primeiro
Quantos estádios lotados.
Futebol pra mim é arte,
Saúde, esporte, alegria
É folclore, é tradição
E move a economia
Vou falar neste cordel
Sobre um torcedor fiel
Que conheci certo dia.
Era metido a poeta
Rimava assim de repente
Gostava de futebol
Mas de um jeito diferente
Qualquer camisa vestia
E o time que torcia
Era o que estava na frente.
Certo dia eu censurei
Aquela sua atitude
Falei: você engana o homem
Mas a Deus ninguém ilude
Futebol é emoção,
É muito mais, é paixão
É melhor que você mude.
E ele depressa falou:
É você que tá errado
Futebol é minha vida
E não fique aperreado
Você vai me entender
Futebol é meu viver
Sou torcedor apaixonado.
Eu torço somente um time
E este time não tem cor
E neste jogo da vida
Torço pra ser vencedor
É o meu coração que diz:
Poeta pra ser feliz
Torça o time do amor.
Antes disso eu vivia
No eterno sofrimento
Eu não tinha namorada
E não queria casamento
E todo jogo de bola
O meu time levava sola
E decidi no momento.
Nunca mais vou ao estádio
Vou deixar de ser otário
Mas conheci uma garota
Após meu trabalho diário
Fiquei doidinho por ela
O problema é que o pai dela
Torcia o Ferroviário.
Que era o responsável
Da minha desilusão
Não podia ver meu time
Batia sem compaixão
Cinco a zero, oito a zero
Ao lembrar me desespero
E sinto grande aflição.
Decidi de uma vez
Enfrentar o meu rival
Comprei uma camisa nova
Mas não era oficial
Matutei logo um desdobro
Para engabelar meu sogro
Que me esperava afinal.
Para almoçar em sua casa
A fim de me conhecer
Mas quando eu entrei na sala
Quase deixei me abater
O homem era um fanático
Tinha um acervo fantástico
Em pensei em esmorecer.
Ao ver pôsteres de Mirandinha
Mazinho Loiola e Jardel
Narciso e Jorge Veras
E para incrementar o plantel
Zé Maria Paiva e Coca-cola
Cariús craque de bola
Implacável e tão cruel.
O homem olhou para mim
Me perguntou: afinal,
Você torce outro time
Ou está passando mal?
Eu respondi: meu sogrão,
Estou sentindo é emoção
E a alegria coral.
Pois foi vendo grandes craques
Exemplo de profissionalismo
Que eu cresci sendo Ferrim
E Ferrim de fanatismo
Hoje ainda sou Ferrim
Pois Ferrim é para mim
Sinônimo de otimismo.
Namorei aquela “Mina”
Após o consentimento
Do pai dela que aceitou
O nosso relacionamento
Mas o namoro acabou
Quando ele me falou:
Vamos marcar o casamento!
Olha você acredita
Que eu até já “Flamenguei”
Foi uma carioca bonita
Que um dia eu encontrei
Já torci para o Floresta
Que gata linda, que festa
Quase que eu me casei.
Já torci para o Vovô
Por causa de uma morena
Também torci Guaraju
Confesso, valeu a pena
E quem eu namoro agora
Vou lhe dizer sem demora
Parece atriz de cinema.
O meu time tem mais raça
Tem mais gloria e tradição
É o time da garotada
Muitas vezes campeão
E eu digo com certeza
Que eu levo meu Fortaleza
Dentro do meu coração.
Baturité 24/01/2019
Pádua
DE Queiroz
13/01/2019
CACIQUE SOTERO, GUARDIÃO DA MEMÓRIA - PÁDUA DE QUEIRÓZ
Eu só sei dizer uma coisa
Que não me sai da memória:
Só existe uma maneira
De preservar a história.
É repassa-la adiante
Em um trabalho constante
De uma forma bem simplória.
Que não me sai da memória:
Só existe uma maneira
De preservar a história.
É repassa-la adiante
Em um trabalho constante
De uma forma bem simplória.
O reisado, a cantoria
De viola e o cordel
Deixa-la ao esquecimento
É uma atitude cruel
Nós temos a necessidade
De uma continuidade
Pra fazer nosso papel.
De viola e o cordel
Deixa-la ao esquecimento
É uma atitude cruel
Nós temos a necessidade
De uma continuidade
Pra fazer nosso papel.
O nordeste brasileiro
É uma fonte inesgotável
De cultura que aflora
Esquece-la é inaceitável
Eu me sinto orgulhoso
De ser um cabra teimoso
De uma alma inabalável.
É uma fonte inesgotável
De cultura que aflora
Esquece-la é inaceitável
Eu me sinto orgulhoso
De ser um cabra teimoso
De uma alma inabalável.
E eu jamais esmoreço
E nem penso em parar
Essa mania de artista
Que escreve e sabe rimar.
Porque se eu desistir
Quem é que vai transmitir
Para o povo do lugar?
E nem penso em parar
Essa mania de artista
Que escreve e sabe rimar.
Porque se eu desistir
Quem é que vai transmitir
Para o povo do lugar?
Todo os conhecimentos
Das culturas populares
O cordel dos cordelistas
O cantador e seus cantares
Não é complexo este assunto
Basta a gente chegar junto
E olhar com outros olhares.
Das culturas populares
O cordel dos cordelistas
O cantador e seus cantares
Não é complexo este assunto
Basta a gente chegar junto
E olhar com outros olhares.
Como mestre dos saberes
E saberes da nossa cultura
Eu vejo como um resgate
A minha literatura
E dessa forma eu espero
Falar do Cacique “Sotero”
Que é uma grande figura.
E saberes da nossa cultura
Eu vejo como um resgate
A minha literatura
E dessa forma eu espero
Falar do Cacique “Sotero”
Que é uma grande figura.
José Maria Pereira
Dos Santos, eu admiro
Pois sua lição de vida
Conhecimento adquiro
Cacique dos Kanindés
Este sim, É nota dez
Sua palavra é um tiro.
Dos Santos, eu admiro
Pois sua lição de vida
Conhecimento adquiro
Cacique dos Kanindés
Este sim, É nota dez
Sua palavra é um tiro.
Certeiro nos corações
Dos ditos civilizados
Que bebe o suor dos pobres
Deixando-os desamparados
Jamais negou suas raízes
Dele somos aprendizes
E tão bem orientados.
Dos ditos civilizados
Que bebe o suor dos pobres
Deixando-os desamparados
Jamais negou suas raízes
Dele somos aprendizes
E tão bem orientados.
Desde menino, Sotero
Como assim é conhecido
Tem trabalhado incessante
Pelo seu povo querido
É um indígena indigenista
É guerreiro, é ativista
Não deve ser esquecido.
Como assim é conhecido
Tem trabalhado incessante
Pelo seu povo querido
É um indígena indigenista
É guerreiro, é ativista
Não deve ser esquecido.
Seu trabalho, sua luta
Sua coragem, sua fé
Resgatando a memória
Do seu povo Kanindé
Quase foi posto de lado
Mas hoje é valorizado
No Maciço de Baturité.
Sua coragem, sua fé
Resgatando a memória
Do seu povo Kanindé
Quase foi posto de lado
Mas hoje é valorizado
No Maciço de Baturité.
Sotero é inspiração
Para o seu povo guerreiro
Apresentando Aratuba
Para o Ceará inteiro
E o maior feito seu:
Foi o primeiro Museu
Desse estado brasileiro.
Para o seu povo guerreiro
Apresentando Aratuba
Para o Ceará inteiro
E o maior feito seu:
Foi o primeiro Museu
Desse estado brasileiro.
Ferramentas de trabalho,
E artesanato também
Artefatos para caça
Expostos no museu tem
Trajes ornamentais
Usados em rituais
Que ele conhece bem.
E artesanato também
Artefatos para caça
Expostos no museu tem
Trajes ornamentais
Usados em rituais
Que ele conhece bem.
Pois não tem como falar
Do seu povo Kanindé
Se a gente não mencionar
O ritual da “Toré”
Uma dança característica
Onde o povo e sua mística
Demostra toda sua fé.
Do seu povo Kanindé
Se a gente não mencionar
O ritual da “Toré”
Uma dança característica
Onde o povo e sua mística
Demostra toda sua fé.
Fé que o nosso Cacique
Sotero não abandonou
A pesar de que seu pai
Muitas vezes lhe alertou:
“Sotero você é novo
Cuidado com esse povo
Que nossa gente matou!”
Sotero não abandonou
A pesar de que seu pai
Muitas vezes lhe alertou:
“Sotero você é novo
Cuidado com esse povo
Que nossa gente matou!”
Mas negar suas raízes
Nunca passou na sua mente
Ser índio e querer ser
Uma coisa diferente
Não dava para entender:
“Eu sou índio e quero ser
Índio daqui pra frente!”
Nunca passou na sua mente
Ser índio e querer ser
Uma coisa diferente
Não dava para entender:
“Eu sou índio e quero ser
Índio daqui pra frente!”
Desde jovem trabalhou
Sem abandonar jamais
A sua origem indígena
A herança de seus pais
Sotero saiu do mato
Pra fundar o sindicato
Dos trabalhadores rurais.
Sem abandonar jamais
A sua origem indígena
A herança de seus pais
Sotero saiu do mato
Pra fundar o sindicato
Dos trabalhadores rurais.
Quarenta anos de luta
Defendendo o agricultor
Da sua bela Aratuba
Trabalhando com amor
Nos tempos da ditadura
Dedicou-se a agricultura
O Cacique sonhador.
Defendendo o agricultor
Da sua bela Aratuba
Trabalhando com amor
Nos tempos da ditadura
Dedicou-se a agricultura
O Cacique sonhador.
Porém em dois mil e sete
Sotero se aposentou
Como trabalhador rural
Mas pensa que ele parou?
Que nada. Sotero tinha
Muito amor por sua terrinha
E de vez se dedicou.
Sotero se aposentou
Como trabalhador rural
Mas pensa que ele parou?
Que nada. Sotero tinha
Muito amor por sua terrinha
E de vez se dedicou.
A sua gente e costumes
Na sua comunidade
Assumindo então de vez
Sua auto identidade
Sua primeira atitude
Foi mostrar pra juventude
O valor da liberdade.
Na sua comunidade
Assumindo então de vez
Sua auto identidade
Sua primeira atitude
Foi mostrar pra juventude
O valor da liberdade.
Mesmo sem formação
Não se viu aperreado
Pois sua vida vivida
Lhe rendeu seu doutorado
Muito tinha pra ensinar
E só assim preservar
Sua cultura, seu passado.
Não se viu aperreado
Pois sua vida vivida
Lhe rendeu seu doutorado
Muito tinha pra ensinar
E só assim preservar
Sua cultura, seu passado.
E saiu contando história
Para o povo escutar
Sobre os costumes e crença
Da sua gente foi falar
Em diversas universidades
De diferentes cidades
Um Cacique a palestrar.
Para o povo escutar
Sobre os costumes e crença
Da sua gente foi falar
Em diversas universidades
De diferentes cidades
Um Cacique a palestrar.
Chamou logo a atenção
De toda classe acadêmica
Com o seu “cocá” colorido
Sem ter medo de polêmica
No peito amor e fé
De um guerreiro Kanindé
Sua esperança era idêntica.
De toda classe acadêmica
Com o seu “cocá” colorido
Sem ter medo de polêmica
No peito amor e fé
De um guerreiro Kanindé
Sua esperança era idêntica.
A de tantos que respeitam
Para assim ser respeitado
E Sotero hoje é mestre
Da Cultura em nosso estado
Orgulha da minha terra
Que fica em cima da serra
Meu Cacique, obrigado.
Para assim ser respeitado
E Sotero hoje é mestre
Da Cultura em nosso estado
Orgulha da minha terra
Que fica em cima da serra
Meu Cacique, obrigado.
Quero dizer que aprendi
Muito com a sua história
O seu título de Mestre
Para nós é uma vitória
Tesouro da nossa cultura
Nosso exemplo de bravura
Guardião da nossa memória.
Muito com a sua história
O seu título de Mestre
Para nós é uma vitória
Tesouro da nossa cultura
Nosso exemplo de bravura
Guardião da nossa memória.
CACIQUE SOTERO
José Maria Pereira dos Santos, O Cacique Sotero, nasceu no dia 15 de novembro de 1943 no Sítio Fernandes, zona rural do município de Aratuba/CE. Fundador do primeiro museu indígena do Estado do Ceará.
Premiado pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará no edital 2018, com o título de MESTRE DA CULTURA, na categoria MUSEU INDÍGENA.
Premiado pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará no edital 2018, com o título de MESTRE DA CULTURA, na categoria MUSEU INDÍGENA.
acesse também https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1287238161413866&set=pcb.1285303191607363&type=3&__tn__=HH-R&eid=ARBxe0erg-IF7h3M4F0PceGJ0ydKHGUl7vf_dBdD_VX4gfVZt1EejH0SC7CiApONYtsLweTJmFVnerQX
09/01/2019
PRÊMIO JOVEM DO ANO/2018
Clarissa Calado(vereadora de Baturité) - Apoiador(a) Cultural
NO DIA 21 DE DEZEMBRO DE 2018 A ASSOCIAÇÃO ARTE E CULTURA PÔR DO SOL(MULUNGU/CE), NUMA NOITE FESTIVA, PREMIOU VÁRIOS ARTISTAS DA GRANDE REGIÃO DO MACICÇO DE BATURITÉ, EM SEUS SEGUIMENTOS.
A VEREADORA DE BATURITÉ, CLARISSA CALADO RECEBEU O PREMIO NA CATEGORIA APOIADOR(A) CULTURAL POR SEU INCANSÁVEL TRABALHO, DEDICANDO-SE A ARTE E AOS ARTISTA DA SUA CIDADE BATURITÉ.
O POETA PÁDUA DE QUEIRÓZ RECEBEU O PREMIO NA CATEGORIA POETA/ESCRITOR.
"Saber que nosso trabalho é reconhecido fora de casa, nos dar mais força e ânimo para continuar nossa arte, até que um dia quem sabe, Baturité veja com bons olhos o artista, e passe a valorizar o trabalho dele, que é a identidade de seu povo."
Pádua de Queiróz - Poeta/escritor
02/12/2018
PÁDUA DE QUEIRÓZ - MESTRE DOS SABERES E FAZERES DAS CULTURAS POPULARES DE BATURITÉ
- Quem acendeu Lampião.1988
- A droga que ele transa.1988
- Putiú, o milagre.1990
- Ajuricaba, o Tuxaua dos Manaós.1991
- As mulheres do cangaço.1992
- Lampião em Sergipe.1993
- Vinicius de Morais, numa
folha Qualquer.1997
- Matutando em
sete-pés.1998
- A história da Literatura
de Cordel.1998
- José Lourenço, o beato
do Caldeirão.1999
- No Putiú da minha infância,
O filme.2000
- Traidores e traídos.2001
- Um show de Raimundo
Fagner.2001
- Miguel Arcanjo contra os
anjos do mal.2001
- No Putiú da minha
infância, O sítio do seu Juarez.2001
- No putiú da minha
infância, O pode de aluá.2002
- Tradiçoes Juninas.2002
- A maravilhosa História
da Aviação.2004
- Alegria Coral.2005
- O Holocausto Judeu.2005
- Raça de campeão.2006
- Rachel de Queiróz, o
quinze e outras conquistas.2006
- Os Caminhos do
senhor.2006
- Perseverança.2006
- Nosso Lar.2006
- Almirante Tamandaré.2007
- Lampião em
Tabuleiro.2007
- O barbeiro de Chagas.2009
- Valdemar Caracas, o
pioneiro.2009
- O campeão da
Rotelle.2009
- De inferno à
inferno.2010
- Padre Cícero, o Santo do
Juazeiro.2010
- O presidente dos
presidentes.2011
- Saudades de Luiz Gonzaga.2011
- Mais vale quem Deus
ajuda.2011
- Honorato e
Francisquinha.2012
- Os mártires do Povo.2011
- Papagaio de pirata.2012
- O demagogo.2012
- O sacristão e o
padre.2012
- UNILAB, um elo
cultural.2012
- Fé, amor e Trabalho.2012
- O valor da gramática.2013
- Os quilombolas do
Evaristo.2013
- Xerém, o pai do
forró.2013
- Os Kanindés de
Aratuba.2014
- O mosquito do vizinho.2014
- O pai do Forró moderno.2015
- Quintino Cunha, o pai do
humor.2015
- Baturité nos trilhos da
saudade.2015
- Francisco Sena, setenta
anos vivendo. 2016
- Biomphalaria, o caramujo
da Xisto.2017
- A ignorância de
Olegário(outubro rosa).2017
- A lenda do Uirapuru.2017
- Um cordel
biblioterápicos.2017
- Um Leão em minha
vida.2017
- Osmirio de Oliveira.2017
- Cinco SIC’s de História.2017
- Dante Simões, vivendo
para servir.2017
- Eu só sei que foi
assim.2017
- Jacira contra a
malária.2017
- Laura Vicuña.2017
- Água para todos.2018
- Fraternidade.2018
- Um tesouro chamado
nordeste.2018
- CFN 2/91.2018
- Bolsonaro
Presidente.2018
- Baturité minha
terra.2018
- Rosália Meires, projeto
Arco-íris Jauá.2018
- Narcelio e Helenira.2018
- Odorico Monteiro, o
doutor do Sertão.2018
- Chico Soares, o profeta
da chuva.2018
- 3º Semana da
gastronomia, IFCE Baturité.2018
- Conheça Baturité
Publicações
de sua autoria(CD’S):
Sua trajetória musical
inicia-se em 2010, quando entra pela primeira vez em um studio musical para
fazer a gravação do CD “ As paródias de Pádua de Queiróz e os netinhos do
Vovô”, acompanhado também de um cordel intitulado “Raça de Campeão”, em alusão
ao acesso do CEARÁ SC à primeira divisão. Sucesso total que lhe rendeu
notoriedade na música e grande destaque no humor cearense, tendo inclusive
assinando um contrato para se apresentar todas as Quintas-feiras no CEARÁ
SPORTING BAR, além de convites para realizar shows musicais e humorísticos.
CDS gravados
2010 – AS PARÓDIAS DE PÁDUA DE QUEIRÓZ E OS NETINHOS
DO VOVÔ
2013 – AS PARÓDIAS DE PÁDUA DE QUEIRÓZ – DONA CAGECE
2015 – AS PARÓDIAS DE PÁDUA DE QUEIRÓZ – POETA OU
MECÂNICO?
2017 – AS PARÓDIAS DE PÀDUA DE QUEIROZ – A VOZ DO
MACIÇO
Pádua de Queiróz, “O Poeta
do Maciço” é poeta cordelistas, cantor, compositor, ilustrador, humorista,
palestrante... nasceu no bairro do Putiú, Baturité, Ceará.
Apaixonado pela arte de
improvisar em versos, grande produtor literário(literatura de cordel) e
cantor/compositor irreverente, encanta
cantando com humor, seus causos e de forma criativa aborda todos os temas que
sua mente de vasto conhecimento consegue alcançar, retratando de uma maneira
diferente situações presentes em nosso cotidiano.Seus trabalho é bastante
consultado nas escolas publicas e universidades por se tratar de temas
interdisciplinares.
“viver de arte, seu doutor é impossível
Mas meu coração sensível, bate forte com emoção.
Por isso eu vivo a arte a cada segundo
Esqueço as mazelas do mundo e só lembro do sertão!”
Essa estrofe de Pádua de
Queiróz ilustra categoricamente, que o artista popular, mesmo sem apoio e
recursos, nada impede o artista popular de pensar e realizar sua obra tão
importante para nossa cultura, educação e memória histórica.
Matricula-se na escola
Estadual Coronel estevão Alves da Rocha em 1976, e mesmo pequenino já se
destaca nos eventos culturais realizados naquela unidade educacional onde se
destaca entre os demais alunos por sua interpretação e entrega, muitas vezes
improvisando.
Em 1984, muda-se para
Fortaleza, em consequência da grande seca que já castigava o nordeste desde
1979. Já na capital cearense, ingressa na Escola Estadual Maria Thomásia, onde
conhece o professor, poeta proletário e baturiteense Iton Lopes, que ver em seu
pequeno conterrâneo o gosto pela poesia popu-lar. Com apoio de seu professor, o
pequeno poeta aos 15 ano de escreve seu primeiro cordel: “Quem acendeu Lampião”,
um estudo sócio-politico do nordeste
brasileiro na época gangaceiristíca, publicado em 1988, quando em parceria de
seu mestre, o professor Iton Lopes, inicia o projeto “CORDEL NA ESCOLA”.
Ao retornar, no ano de
1997, participa em Baturité, das comemorações de aniversário de 30 anos da
Escola Coronel Estevão Alves da Rocha, desta feita já como ex-aluno, pai de
Aluno e artista popular, onde além de cantar recitar o poema “Teus Trinta anos”
em homenagem a sua primeira escola.
1998, parte novamente para
capital cearense, onde dar sequencia ao seu projeto CORDEL NA ESCOLA.
Ainda na capital cearense,
em parceria com o cantor e compositor “Bandeira de Alencar” Compõe os Hits: “Sem você eu não sou nada”, “Peão de Raça”, “viajando nas estrelas”, “Coração
sofredor”, e “Que cachaça é essa”,
sendo que este ultimo está no CD recente de Bandeira de Alencar, que interpreta
sua parceria com o poeta.
Em parceria com Ribamar
Néco, compôs o clássico “Pra não te
esque-cer”, in memória de Genival Santos.
Com Ulisses Teixeira
compôs uma crítica ao carnaval da região do Maciço de Baturité: “Vem aí o carnaval”.
E em parceria com o Cantor
e compositor Itaitinguense, Uchoa Negro, a canção “Eternamente”.
No dia 29 de Novembro de 2018, recebe da Câmara Municipal de Baturité, o Título de "MESTRE DOS SABERES E FAZERES DAS CULTURAS POPULARES DE BATURITÉ, CEARÁ.


IDICADO PELA ASSOCIAÇÃO CULTURAL PÔR DO SOL(MULUNGU/CE) AO PREMIO JOVEM DO ANO, NA CATEGORIA POETA/ESCRITOR DE 2018
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