16/07/2016

FRANCISCO LEITÃO DE SENA - 70 ANO VIVENDO - POETA PÁDUA DE QUEIRÓZ

70 anos vivendo

A minha vida é uma rede
Que o destino balança
Eu sei que o tempo passou
Já não sou mais uma criança
Setenta anos de história
Eu trago na minha lembrança.

Nasci em Jaguaribara
Eu não minto pra vocês
No dia quatro de maio
Do ano quarenta e seis
Lá na Cacimba da Pedra
Chegou enfim minha vez.

Por Francisco fui batizado
Francisco Leitão de Sena
Minha vida não foi fácil
Mas eu sei valeu apenas
Quem não ama a família
Esse tem alma pequena.

Foi José de Sena Lima
Meu querido papaizinho
Homem de pouca instrução
Mas me ensinou o caminho
O trabalho faz o homem
Me dizia com carinho.

Adilberta, Rosa, João,
Mônica, Clêton e Geovar,
Geomário, Ana, Astrogilda,
Ana Célia, sem contar
Zé filho e Wellington im memoria
Meus irmãos...vou sempre amar.

Recordo minha família
Minha mamãe Albertina
Monica, a minha irmã
Que ainda era pequenina
Agora vou contar uma
Que me fez essa menina.

Um copo de leite quente
Era todo santo dia
A minha mãe preparava
Me dava,  então bebia
Mas minha irmã com ciúmes
Demonstrou sua rebeldia.

E me disse mamãe trata
Você com tanto carinho
Vive sempre lhe mimando
Igualmente a um bebezinho
Ou você divide o leite
Ou não beberá sozinho.

Não aceitei a discórdia
Nem tampouco aquela intriga
Porém ela enciumada
Iniciou uma briga
Tomou meu copo de leite
E jogou em minha barriga.

Eu fiquei todo queimado
Chorei de raiva e de dor
Mas entre nós lá em casa
Não se guardava rancor
Porque mamãe dedicava
Para todos o mesmo amor.

Ainda na flor da infância
Pelo mato eu sai
Para brincar mas, não é
Que por lá em me perdi
A minha mãe quase louca
Ficou, pois desapareci.

Me procurou pelas ruas
Mas em vão sem me encontrar
Fez promessa à São Francisco
Dizendo: se eu achar
Meu filhinho eu vou a pé
Á  Canindé pra rezar.

Junto com toda família
E quem quiser ir também
Porque que sei que São Francisco
Sabe que eu quero bem
Esse menino danado
Sem ele não sou ninguém!

Parece que aquele santo
Minha mãe estava escutando
Logo eu fui encontrado
E todos se alegrando
Mamãe com muita alegria
Me beijou, me abraçando.

Mamãe era uma pessoa
De palavra e de fé
Poucos dias nos partimos
Com destino a Canindé
Numa viagem de ida e volta
Noite e dia e a pé.

No ano de cinquenta e oito
Foi uma seca medonha
O sol castigou sem pena
Numa crueldade tamanha
Bebeu a água que tinha
E a esperança de quem sonha.

Viver naquele lugar
Com a fartura de alimento
Na seca de cinquenta e oito
Só eu sei o sofrimento
Eu tinha então doze anos
Porém o meu pensamento.

Era somente o trabalho
Para ter o que comer
Com minhas mãos de menino
Decidi assim vai ser
Vou pras frentes de trabalhos
Que o governo vai fazer.

E assim eu fui sem medo
Com muita determinação
Catando pedras e empurrando
Um velho carrinho de mão
E depois eu trocava as pedras
Por jabá, arroz e feijão.

Levava tudo pra casa
Dava a minha mãe querida
Que preparava pra gente
Aquela boa comida
E trabalhar desde cedo
Aprendi na minha vida.

Eu era o pai lá em casa
Dos irmão tinha o respeito
Se eu comprasse fiado
Fim de mês era dito e feito
Na mercearia do Seu Luzaniro
Sempre eu pagava direito.

Mas meu irmão Geovar
Certo dia fez uma dívida
Seu Luzaniro com raiva
Pela conta esquecida
Me disse não vendo fiado
A questão está decidida.

A não ser que você pague
O que me deve seu irmão
E eu disse: seu Luzaniro
Está resolvida a questão
Pode riscar essa conta
Pago tostão por tostão!

Nasci na Cacimba da Pedra
Morei em poço Comprido
Depois fui pra Limoeiro
Mas estava decidido
Ir morar na Capital
Lugar mais desenvolvido.

Em mil novecentos e setenta
Sem ter medo de careta
Me mandei pra capital
Escanchado numa lambreta
Só sabia carregar saco
E escrever com caneta.

Me casei com Conceição
Minha querida “Concí”
Tantos anos ao meu lado
E com ela eu aprendi
O real valor da família
Lição que não esqueci.

Sua mãe Dona Matilde
Pra mim foi mais do que sogra
Mulher de caráter forte
E coragem até de sobra
Ajudou criar meus filhos
Um mãe que se desdobra.

Trabalhei muito e estudei
Estudei como eu estudei
Com a mulher da minha vida
Vivo conforme eu sonhei
Tenho quatro filhos lindos
Que com amor eduquei.

Francélio, Fernando Henrique,
Sena Junior e Juliana
Que ao meu lado me faz ser
Feliz entre a raça humana
O amor é universal
E a paz é soberana.

Setenta anos vivendo
Só me resta agradecer
As pessoas que eu amo
Que me fizeram vencer
Setenta anos vivi
Muito mais quero viver.

Um problema de saúde
Afetou minha audição
Até tenho um aparelho
Não faço a menor questão
Eu prefiro o silencio
Para ouvir meu coração.

Eu peço a Deus que proteja
Todos que vivem a meu lado
A minha esposa Concí
E meus filhos tão amados
Meus irmãos, enfim a todos
Mais uma vez, obrigado!

F     I     M





PÁDUA DE QUEIRÓZ NASCEU EM BATURITÉ – CE, EM 16 DE DEZEMBRO DE 1971.
POETA CORDELISTA, CANTOR, COMPOSITOR E RADIALISTA. É MEMBRO DA CBJE – CÂMARA BRASILEIRA DE JOVENS ESCRITORES(CORDELISTA CONTEMPORÂNEO – XX)
PRINCIPAIS CORDÉIS PUBLICADOS:
QUEM ACENDEU LAMPIÃO?
O BARBEIRO DE CHAGAS.
BATURITÉ NOS TRILHOS DA SAUDADE.
O PRESIDENTE DOS PRESIDENTES(A VIAGEM DE LULA, DILMA E OBAMA).
UNILAB, UM ELO CULTURAL.
VALDEMAR CABRAL CARACAS, O PIONEIRO.
PUTIÚ, O MILAGRE.
O ENCONTRO DE DIMAS FILGUEIRAS E CHIQUINHO DE XANXÔ.
O QUINZE E OUTRAS CONQUISTAS
MIGUEL ARCANJO CONTRA O ANJO DO MAL.
O PADRE E O SACRISTÃO.
O DEMAGOGO.
OS IRMÃOS DO CANGAÇO.
FRANCISCO LEITÃO DE SENA, SETENTA ANOS VIVENDO.
ENTRE OUTROS...

ME CONTE QUE EU CONTO – CORDEL POR ENCOMENDA
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TELEFONE:85.987924575


POLITICA EM BATURITÉ - PADUA DE QUEIRÓZ

BATURITINHA – PÁDUA DE QUEIRÓZ

MEU LUGARZINHO HOJE EM DIA
OH, MEU DEUS COMO SERIA
SER TÃO BOM PARA VIVER!
É TRISTE, SABER QUE MINHA TERRINHA
DOS MEUS TEMPOS DE CRIANÇA
HOJE É BATURITINHA....

NADA EXISTE
PERDENDO TANTO ESPAÇO
ATÉ ME CHAMAM DE PALHAÇO
QUANDO CANTO PRA RECLAMAR...
PROMESSAS, É TÃO FÁCIL DE FAZER
MAS EU SEI QUE O DOUTOR
NOUTRO DIA VAI ESQUECER!

E SERÁ NOVAMENTE ASSIM
PODE ANOTAR O QUE EU DIGO
NO PALANQUE O CANDIDATO
E SEU ILUSTRISSIMO AMIGO
SEMPRE COM UM DISCURSO NOVO
TENTANDO ENGABELAR O POVO
É AÍ QUE ESTÁ O PERIGO!

AS PROMESSAS SÃO AS MESMAS:
DUAS FÁBRICAS COM CERTEZA
A BARRAGEM TIJUQUINHA
RECEBERÁ UMA LIMPEZA
TELEFÉRICO PARA O TURISTA
CONTEMPLAR COM SUA VISTA
A CAPITAL DA BELEZA!

........É TRISTE SABER QUE A MINHA TERRINHA
DOS MEUS TEMPOS DE CRIANÇA

HOJE É BATURITINHA.

PADUA DE QUEIROZ - O SACRISTÃO E O PADRE

O SACRISTÃO E O PADRE
Meu amigo eu vou contar
Da melhor forma que sei
Essa estória
que escutei
Aqui no meu Ceará.
Se você quer escutar
Então deixe de besteira
Puxe logo uma cadeira
E se sente ai no chão
Aproveite a distração
Mas saiba que é brincadeira.
Essa estória é uma peleja
E sei que vão me criticar
Porque não devo brincar
Com as coisas da santa igreja
Mas se é assim que assim seja
E preste bastante atenção
O padre e o sacristão
Só querendo se dar bem
Qual dos dois a razão tem?
Quem tem dos dois a razão.

Zé Maxixe parecia
Com uma alma penada
Não tinha quem desse nada
Por ele que padecia
Esse menino vivia
Dormindo sob o relento
Mas todo seu sofrimento
Certo dia acabou
O padre lhe adotou
Lhe dando o ensinamento.

Da doutrina de Jesus
Amor e fraternidade
Andar sempre com a verdade
Só a verdade conduz
O cristão que abraça a cruz
Tem uma vida feliz
O padre e seu aprendiz
Foram logo se entrosando
E amizade aumentando
Mas tem um ditado que diz:


Amizade e dinheiro
Separados devem ser
E depois de aprender
Sobre o amor verdadeiro
O menino companheiro
Se tornou um sacristão
Tinha farta refeição
E roupa limpa vestia
Arrumava a sacristia
Com zelo e dedicação.

As ofertas, era sua responsabilidade
Recebia e anotava
Tudo o que o povo dava
Zé Maxixe na verdade
Pra tal contabilidade
Tinha mesmo vocação
Certo dia no Sermão
O padre lhe elogiou
A paróquia prosperou
Com o novo sacristão!

Mas certo mês a coleta
Diminuiu o rendimento
Caiu sessenta por cento
Ficando então incompleta
E foi caindo a oferta
Comparada ao mês passado
O padre desconfiado
Pensou eu vou me esconder
Ai eu poderei ver
Se eu estou sendo roubado.

E quando a missa acabou
Disse o padre ao sacristão:
Vou resolver uma questão
Na casa de um fiel eu vou!
Sua batina tirou
E saiu muito arrumado
Mas num cantinho intocado
Caladinho e escondido
Ficou sem fazer ruído
Feito cabra desconfiado.

O sacristão a sorrir
Disse agora eu me ajeito
E hoje é do meu jeito
Que nós vamos dividir
Não adianta eu pedir
Que o padre não me dar
E santo não vai precisar
De tanto dinheiro assim
Um pra tu, outro pra mim
O do santo vou anotar.

E o padre escondidinho
No lugar aonde estava
O sacristão nem desconfiava
Que o  padre via tudinho
Aquele seu dinheirinho
Era agora de outro dono
A noite perdeu o sono
Pois estendera a mão
Para um pequeno ladrão
Que vivia no abandono.

Bem cedo, muito bem cedo
O padre disse ao amigo
Eu quero falar contigo
Eu descobri um segredo
Vá no confessionário sem medo
Que eu vou lhe contar tudo
Dessa vez eu não me iludo
Meu querido sacristão
Quero a sua confissão
Peço não vá ficar mudo.

O sacristão se sentou
Ali do lado de fora
O padre dentro se ajeitou
E disse: confesse agora
Mas não minta nessa hora!
Você anda me roubando?
Porque eu sei que esta faltando
O dinheiro da caridade
Quero saber a verdade
Deus está nos escutando.


Não estou ouvindo nada
Foi dizendo o sacristão
O padre retrucou: ladrão
Vi você fazer a parada!
Ou tôu com as ouças tampada
Ou aqui padre não dar
Para um cristão escutar
O que o senhor tá falando.
Se não tá acreditando
Vamos trocar de lugar!

Nisso o padre saiu
E o sacristão entrou
E depressa então falou:
O padre conhece seu Bil
Que matou o Jovenil?
Ele paga quem disser
Quem tá pegando a sua mulher?
Olha seu padre eu não minto
Pena do senhor eu sinto
E adeus boquinha em pé!

O padre ficou gelado
Ao ouvir o sacristão
E disse você tem razão
Ninguém ouve desse lado
Oh meu sacristão amado
Vamos deixar pra depois
Sei que a mão de Deus impôs
Nessa conversa em comum
E no prato que come um
Ajeitando come dois.

Zé Maxixe não seguiu
A vida sacerdotal
Lá no Planalto Central
Certa vez alguém lhe viu
Mas depressa escapuliu
Renunciando o mandato
Com medo da Lava Jato

Viva meu grande Brasil.

PÁDUA DE QUEIROZ

19/05/2016

EMANUEL GURGEL - O PAI DO FORRÓ MODERNO


O pai do forró moderno




Foi escrevendo meus versos

Com papel e lápis na mão

Que fiquei a matutar

Sobre essa reflexão:

“A medicina não cura

A dor da ingratidão.”



Acredite meu irmão

Quem não sabe agradecer

Um bom dia, ou um favor

Ou se nega algo fazer

Esse só quer se servir

E não serve pra viver.



E pra você compreender

Aonde eu quero chegar

Neste sete de Março

Eu só quero homenagear

O pai do forró moderno

Com minha arte de rimar.



Então vamos recordar

O forró tradicional:

Sanfona, zabumba e triangulo

Etecetera e coisa e tal

Tinha perdido espaço

A cultura regional.



Nas festas da capital

Muita coisa se tocava

Pop rock, MPB

Nosso forró se afastava

Do gosto da juventude

Porque ninguém respeitava.



Nossa música que ficava

Sempre deixada de lado

Nos intervalos dos shows

Era raro ser tocado

O forró que Gonzagão

Havia então nos legado.



Um sanfoneiro afamado

Mendigava pela feira

Com o mesmo repertório

Tocando “Mulher Rendeira”

Sem ter o conhecimento

Da sua arte verdadeira.



Não vá pensar que é besteira

O que eu falo em meu cordel

O artista nordestino

Vivia feito um esmoléu

Sofrendo feito um cachorro

Debaixo do azul do Céu.



Até que Emanuel Gurgel

Teve uma grande ideia

Com a sua intuição

Desatou “A rede véia”

Investiu forte numa banda

E agradou a plateia.



Parecia um colmeia

Toda aquela multidão

Que se aglomerava pra ouvir

A mais bela inovação

Um teclado, uma bateria

Guitarra...que animação.



Mais alegre o forrozão

Ficou e não teve jeito

Um nordeste menos sofrido

Mais alegria no peito

O sanfoneiro tocava

Dessa forma satisfeito.



E esse novo conceito

Suplantou o forró antigo

A banda “Mastruz com Leite”

Criada por meu amigo

Tocava o “Oxente music”

Que meu amor dançou comigo.



Faz muito tempo que eu sigo

A banda que continua

Muito imitada por todos

Cantarolada na rua

Genebra, New York e Zurique

Só faltou tocar na lua.



Graças a coragem sua

Amigo Emanuel Gurgel

O sanfoneiro é artista

Tem palco e publico fiel

E a banda “Mastruz com Leite”

Comandou o carrossel.



Que eu recordo em meu cordel

Diversas bandas de peso

“Mel com Terra”, “Rabo de Saia”,

E aquele “Calango Aceso”

“catuaba com Amendoim”

Que ouvi e fiquei surpreso.



Pois não tenho o rabo preso

É livre minha opinião

Cada banda que hoje toca

Tinha que ter no refrão:

“a musica do meu nordeste

É sua concepção...”



Mas só vejo ingratidão

De quem se diz ser artista

Empresários do forró

Esse é meu ponto de vista

Porém receba a homenagem

Do poeta cordelista.



Não sou especialista

Mas gosto do adagiário

Por isso escolhi uma frase

Espero seu comentário

Mas antes meus parabéns

Pelo seu aniversario.



Até que me provem o contrario

Nada na vida é de graça

Pois viver é desenhar

O futuro sem borracha

O sucesso sem trabalho

É um copo sem cachaça.



Talvez você ache graça

Mas sabe que a regra é clara

Quem tem medo do trabalho

Não deve meter a cara

A preguiça é uma ferida

Que nem mesmo o tempo sara.



A SOMZOOM tem sua cara

E as sua digitais

É fruto do seu trabalho

Eu não esqueço jamais

É um empreendimento arrojado

Com suas credenciais.



Hoje eu sei que muito mais

Com seu tino arrojado

Você vai realizar

E nos deixar como legado

Mais uma vez meu amigo

Parabéns e obrigado.



Eu vou deixar anotado

Nas páginas de meu caderno

Velho amigo e companheiro

De verão e de inverno:

“EMANUEL GURGEL DE QUEIRÓZ

O PAI DO FORRÓ MODERNO”.



Nasci em Baturité

Onde mamãe me criou

Mas a arte da poesia

O mundo me ensinou

Eu sou Pádua de Queiroz

Sou apenas o que eu sou.




Eu já li O 15 E OUTRAS CONQUISTAS, A MARAVILHOSA HISTORIA DA AVIAÇÃO, A HISTÓRIA DA LITERATURA DE CORDEL, O JUMENTOCÍDEO, QUEM ACENDEU LAMPIÃO? O INDIGENISTA, ALMIRANTE TAMANDARÉ, TRAIDORES E TRAÍDOS,O ENCONTRO DE DIMAS FILGUEIRAS E CHINQUINHO DE XANGÔ, O BARBEIRO DE CHAGAS,O PAI DO FORRÓ MODERNO...

Entre outros, que me apresentaram.

Personagens brilhantes como, Rachel de Queiroz, Alberto Santos Dumont, Leandro Gomes de Barros, Luiz Gonzaga, Virgulino Ferreira da Silva, Jeovah Mendes, Joaquim Marques Lisboa,Emanuel Gurgel e tantos vultos de nossa história que agora em nosso tempo são poucos lembrados. Mas a poesia de Pádua de Queiroz vem com o propósito de resgatar a memória e os feitos de quem fez da própria vida uma lição de vida.

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17/05/2016

O DEMAGOGO 2016 - PÁDUA DE QUEIRÓZ



O DEMAGOGO – 2016 – POETA PÁDUA DE QUEIRÓZ

Saiba meu eleitor

Que não ando “que nem pato”

Não tenho conta na Suíça

Nem respondo à Lava jato

Ainda sou ficha limpa

Por isso sou candidato.



Sei que o assunto atual

É impeachment ou “caçamento”

Sem contar essa tal crise

Que passamos no momento

Hoje não tenho um Real

Só eu sei meu sofrimento.



Pra fazer minha campanha

Sem dar um agrado a ninguém

Graças a Deus sou Cristão

E não compro voto também

Embora no ultimo pleito

Não me sai muito bem.



Prometi leite encanado

Da vaca até a torneira

De preferencia gelado

Sem precisar geladeira

E o eleitor deduziu

Que aquilo era brincadeira.



Aceitei a opinião

E não me zanguei com isso

Nasci em Baturité

Onde eu tenho um compromisso

De faze-la ser novamente

A Capital do Maciço.



Se acaso eleito for

A minha primeira ação

Vai ser uma canetada

Na área da educação

Valorizando o Mestre

Que não nos nega a lição.



O professor terá gosto

E prazer de ensinar

Ganhando mais que o prefeito

Para melhor trabalhar

Todavia me preocupo

Com a merenda escolar.







Três refeições eu garanto!

Porque eu sei que a criança

Aprenderá facilmente

Sem fome e cheia sua pança

Em cada escola terá

Um cozinheiro da França.



No meu projeto também

O amigo agricultor

Agraciado será

Cada qual com um trator

E todo dia uma chuva

Pra esse povo sofredor.



Até o artista da terra

Será mais valorizado

Principalmente o poeta

Que não recebe um quebrado

Dessa vez vai ter cachê

Pelo seu verso rimado.



O desemprego é problema

Aqui nessa Região

E um Polo Industrial

É a única solução

Doze empresas renomadas

Vou trazer sem isenção.



Uma pra fabricar cuecas,

Cinco pra fazer corpetes,

Uma fábrica de penicos,

Outra de fazer sorvetes

E para armar os guardinhas

Quatro fabricas de cacetes.



Não esqueci a saúde

Porque é serio o assunto

Para cada paciente

Terá sempre um medico junto

Se o caso não tiver jeito

Um coveiro pra cada defunto.



Vou ser o melhor Prefeito

Que já teve este lugar

E pra garantir meu mandato

É necessário criar

Para os treze vereadores

O bolsa “deixa eu ficar”.










Como eu falei no inicio

Da crise levei um bolo

Eu sei que eleitor de hoje

É esperto, não é tolo

E não trocará seu voto

Por cimento e nem tijolo.



Eu nasci no Putiú

Lá no Alto da Igrejinha

Só o voto consciente

Salvará minha terrinha

Eu sou Pádua de Queiróz

Mãe de Deus ouça minha voz

Valei-me e salve Rainha.



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ME CONTE QUE EU CONTO - CORDEL POR ENCOMENDA

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